Aquarela Brasileira

Acabei de assistir todos os vídeos que a FIFA fez sobre as cidades sede da Copa. Eles são muito legais!

Independente das polêmicas sobre a FIFA, acho que eles fizeram um trabalho fenomenal ao retratar o Brasil! Os vídeos estão fantásticos! Abaixo estão as minhas três cidades favoritas (no mundo), nessa ordem, e as demais em ordem alfabética.

São Paulo:

Belo Horizonte:

Rio de Janeiro:

Brasília:

Cuiabá:

Fortaleza:

Manaus:

Natal:

Porto Alegre:

Recife:

Salvador:

 

Esse passeio pelas cidades sede me fez lembrar do samba enredo da Império Serrano:

 

Vedação eleitoral

Em respeito à Lei Eleitoral, deixo de postar nesse blog (ou em qualquer rede social) qualquer assunto ligado ao meu trabalho no Governo de Minas até o término das eleições desse ano.

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Due to the Brazilian Law, I will not write anything that regards my work at the government on this blog (or any other social network) until the end of the Brazilian elections period in this year.

 

urna eletronica

 

Belo Horizonte

Floresta é um bairro, Bahia uma rua e o sobe e desce uma constante em BH (oi?)

Nem comentei nada aqui, mas entrei no meu sexto mês vivendo em Belo Horizonte. Considero a capital mineira muito interessante: cidade grande, bonita, agradável, organizada, estou muito feliz por estar aqui… E faço umas reflexões sobre essa mudança, sob minha ótica paulistana:

Diferente da cidade de São Paulo, BH é jovem, tem apenas 117 anos, e sua população tem uma história de no máximo três gerações por aqui. Grande parte das pessoas vem do interior de Minas; BH provavelmente é a síntese de Minas Gerais, com gente que representa toda a diversidade do estado.

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Orgulho mineiro em detalhes

Interessante é perceber o amor do povo pela cidade e o orgulho de ser mineiro, demonstrado de forma muito sutil. Há uma série de viadutos em BH, por exemplo, batizados com nome de grandes escritores mineiros (Carlos Drummond, Fernando Sabino, etc.). Vários motoristas colam em seus carros adesivos com a bandeira de Minas ou do tipo “amo BH radicalmente”. Carros esses, a maioria Fiat, made in Minas.

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Novo Fiat Palio antes do lançamento, disfarçado, sendo testado em BH

[[Sou freak e queria, desde que cheguei, comprovar a teoria que Minas é a terra onde mais tem Fiat. Fiz umas análises rápidas no site da Fenabrave; Como eles são obsoletos e disponibilizam as planilhas travadas em .pdf, só comparei os rankings de venda dos Fiats mais populares com as do VW Gol, o mais vendido do Brasil, nas praças:

Ranking dos grupos de modelos de veículos novos mais vendidos emplacados em 2011:


Fonte: Fenabrave, acesso em 02jan2012

Obs: Desconsiderei preços, pode ser que os Fiats sejam mais vendidos por aqui por serem mais baratos, uma vez que pagam menos frete. ]]

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Inhotim: indescritível

O sotaque mineiro é algo musical, manhoso, muito bom de ouvir, quase afrodisíaco (lógico que it depends)… E, ao mesmo tempo em que fico prestando atenção nas conversas em mineirês, fico muito mais atento ao meu sotaque paulistano, que, aliás, percebi que é bastante forte… rs…. (sofro bullying quase que diariamente e injustamennnnte :)).

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Bolinho de arroz D. Lurdinha, do Bar Estabelecimento

Ponto positivo: botecos com mesas na calçada, sempre arborizadas, com quitutes espetaculares (pastel de angu, pastel de tutu, mexidão, torresmo carnudo, joelho de porco defumado, bolinho de arroz, mandioca na manteiga de garrafa, carne seca, queijos…….), doces fantásticos (a maioria em calda) e cerveja “mofando” (= tão gelada que fica com uma camada de gelo por fora).

Mudar de cidade vem sendo uma experiência de vida muito bacana. Perceber semelhanças e diferenças de comportamento, de pontos de vista, de formas de encarar a vida é interessante (e ficam para um próximo post).

Palácio Tiradentes, na CAMG, sede do Governo de Minas

Muitos amigos de SP questionaram, viram minha mudança com estranheza ou perguntam com um pouco de preconceito sobre a vida em BH. Da mesma forma, muitos mineiros perguntam por que eu saí de SP pra vir pra grande roça que é BH… rs… Minha vontade é levar um pro lugar do outro…

São Paulo é a minha casa, onde estão minhas raízes e o único lugar do mundo onde um descendente de japonês de cultura latina que fala português com sotaque italiano irá se sentir a vontade. Mesmo assim, sair do conforto pra vir ser o estranho está sendo super válido. Espero que tudo isso me ajude a abrir a cabeça. E até mesmo a ter uma outra referência de Brasil…. Guardadas as devidas proporções, anos-luz de proporções, para escrever o “Raízes do Brasil“, o Sérgio Buarque de Holanda, paulistano, morou no Rio, interior do ES, Berlim e Brasília.